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ELEIÇÕES 2018: COMO A POPULAÇÃO SE INFORMA SOBRE OS SEUS CANDIDATOS?

ELEIÇÕES 2018: COMO A POPULAÇÃO SE INFORMA SOBRE OS SEUS CANDIDATOS?

Estamos no meio de uma das mais importantes campanhas eleitorais da recente democracia brasileira e os resultados até o momento são ainda totalmente imprevisíveis. Fake news, candidato preso, candidatos sendo presos em plena campanha, candidato que sofreu atentado, lava jato, escândalos e mais escândalos de corrupção, enfim são muitas variáveis inéditas que colocam as estratégias de comunicação de cada candidato nesse pleito em alerta permanente. Mas afinal como a população se informa sobre os fatos, as pretensões e os planos de cada candidato na disputa?

Recente pesquisa desenvolvida pelo CNI / IBOPE mostra claramente que a principal fonte de informação da população brasileira é a televisão, atingindo o percentual de 62%, sendo que 25% dos entrevistados afirmaram ser também a sua única fonte de informação. Sim na era digital, da internet e das redes sociais, a televisão continua reinando absoluta. Em segundo lugar com 33% aparecem os blogs e as redes sociais, seguidos pelo rádio com 17% e os jornais e revistas com os mesmos 17%. A indicação de colegas, parentes e amigos aparece com 10%. A propaganda política no horário eleitoral em si fica com apenas 6% da preferência. Por fim aparecem as reuniões de igreja, associação de moradores, sindicatos e associações profissionais com 3% cada uma.

Esses dados fecham com outra pesquisa recente, a CENP Meios, que mostra como os principais anunciantes do Brasil investem as suas verbas de comunicação. A televisão novamente aparece em primeiro lugar com 58,3% dos investimentos totais, seguido pela internet com 14,6%, a televisão por assinatura com 7,9% e a mídia exterior com 8,6%. Isso comprova que as telas, sejam de TV ou de smartphone, são os grandes drivers de atenção do consumidor e do eleitor brasileiro. Esse fato também acontece em vários países desenvolvidos pelo mundo, como EUA e Japão, e muitos da Europa com exceção do Reino Unido, onde a internet está quase ultrapassando a televisão. Acesso rápido a entretenimento e conteúdo de qualidade com variedade, é isso que as pessoas buscam.

Com esses dados podemos concluir facilmente que a televisão ainda exerce um grande poder de influência sobre os eleitores e consumidores no Brasil. A internet vem crescendo a cada ano, mas ficar de fora da televisão pode ser uma tática de alto risco para qualquer candidato ou qualquer empresa que precisa divulgar a sua marca para a grande massa da população brasileira. Afinal são mais de 30 milhões de eleitores que ainda não acessam a internet. Isso é muito mais do que o total de votos que os candidatos podem ter no primeiro turno. Outro aspecto importante é que não basta apenas estar na televisão, é preciso também oferecer ao público um conteúdo interessante e relevante para atrair a sua atenção e despertar o seu interesse. Nesse ponto, o trabalho preciso da assessoria de imprensa de cada candidato é cada vez mais fundamental, pois a maior parte das notícias veiculadas sobre os candidatos é definida pelas equipes editoriais e de jornalismo de cada canal de televisão. O horário político eleitoral não tem muita relevância em relação a ser uma fonte de informação da população brasileira, sendo assim os candidatos que possuem mais tempo no horário eleitoral não tendem a ter tanta vantagem assim.

Seja você um candidato ou uma empresa que precisa divulgar os seus produtos é importante ficar muito atento as essas informações pois concentrar os esforços de comunicação nos canais errados pode ser muito desastroso para qualquer campanha de comunicação. Planejamento é fundamental para saber onde e de que forma divulgar para atingir os resultados esperados.