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ENTREVISTA EXCLUSIVA – EMMERSON NOGUEIRA

A equipe da Z/Quattro Publishing teve o privilégio de entrevistar, com exclusividade, o cantor, violonista, compositor e produtor musical mineiro Emmerson Nogueira, conhecido internacionalmente pelo seu projeto Versão Acústica, que apresenta releituras de clássicos do rock internacional. São dezessete anos de carreira e mais de dois milhões de CDS e DVDs vendidos. Essa entrevista faz parte do conteúdo da Edição 19 da Revista Som Maior.

  • São dezessete anos de estrada e um projeto fantástico, aclamado pela crítica e pelo público, que é o Versão Acústica. Conte-nos um pouco sobre quando e como surgiu esse projeto e sobre os seus planos futuros.

O projeto começou em 2001, quando foi lançado o primeiro volume da série Versão Acústica pela gravadora Sony Music. Naquela época, o comércio online ainda estava dando os seus primeiros passos, mas o site da gravadora Sony já disponibilizava vários discos dos seus artistas para venda dessa forma. Em poucos meses após o lançamento o primeiro volume da série já estava na lista dos cinco mais vendidos pelo site e isso despertou a curiosidade não só dentro da própria gravadora, mas também de um público que estava acostumado a ver como os mais vendidos somente grandes artistas de renome e com grande projeção midiática. O Versão Acústica era o oposto de tudo isso e acredito que esse também foi um dos grandes impulsos para o sucesso que o projeto conquistou.

  • Você está gravando um novo DVD atualmente. Pode nos contar um pouco sobre esse projeto? Quando será lançado?

Eu gravei dois DVDs. O primeiro em 2007, em São Paulo, apenas para convidados, e o segundo em 2010, também em São Paulo, mas dessa vez numa casa de shows para um público maior. Nesse novo projeto optei por gravar no meu estúdio em Minas Gerais para criar uma nova atmosfera de imagens e de sons. O DVD conta com a participação de grandes amigos que fizeram e ainda fazem parte da minha história com a música. Além de ser bem intimista, ele também mostra um pouco o processo de criação dos arranjos junto com os músicos convidados, o que cria uma espécie de filme ou documentário sobre a gravação. A Sony ainda não tem a data oficial para o lançamento, mas acredito que seja no primeiro semestre deste ano.

 

  • Você poderia falar um pouco sobre o seu estúdio de gravação? Você utiliza as caixas Bowers & Wilkins, correto? Por que a escolha dessa marca específica?

O meu estúdio fica no alto de uma serra no meio de uma mata que venho conservando desde 2005, para que o ambiente seja cada vez mais ligado com a natureza, o que na minha opinião traz um ar literalmente diferenciado para o meu estúdio, já que normalmente os estúdios ficam dentro de ambientes fechados na selva de pedra das cidades grandes. As caixas e fones Bowers & Wilkins são usados no meu estúdio e também na minha casa como referência sonora para todos as gravações. Seu som é refinado e puro, além de respeitar tecnicamente os timbres originais de qualquer instrumento, proporcionando uma excelente condição para a avaliação final da qualidade das gravações.

 

  • Na sua trajetória musical quais foram e/ou quais são atualmente as suas principais referências em termos de estilos, cantores, artistas e bandas?

Eu tive muitas influências ao longo da minha carreira e ainda procuro novas referências até hoje. O meu dia a dia é praticamente voltado para pesquisa de novas bandas e sons. As plataformas digitais proporcionam grandes resultados para essas pesquisas e cada vez mais tenho novos artistas e bandas na minha playlist. Mas clássicos e gênios, como Tom Jobim e Milton Nascimento, estão presentes na minha vida diariamente.

  • Na sua turnê atual “17 anos de estrada, mais amigos e mais canções” como você definiu a escolha das músicas para os shows? Alguma música em específico é mais solicitada pelo público?

O show continua sendo uma espécie de passeio por todos os doze CDs e dois DVDs que gravei, proporcionando uma pequena viagem no tempo para que as pessoas que acompanham meu trabalho desde o início possam se divertir e ao mesmo tempo viajar nas suas próprias recordações de cada música durante o show, que tem aproximadamente trinta músicas e quase duas horas de duração. “Hotel California”, da banda The Eagles, e “Wish You Were Here”, do Pink Floyd, sempre foram as mais pedidas.

  • Quais artistas, cantores e /ou bandas atuais (nacionais e internacionais) você gosta de escutar?

 Sobre as coisas atuais eu sou um grande fã da banda 5 a Seco, pois um acho uma música que representa muita bem a nova geração da música brasileira. Também sei que existem muitos outros grandes representantes da nossa música atual, mas prefiro citar apenas a que ouço mais no momento. Quanto as internacionais, sou grande fã da música da Islândia, que de cada vez mais invade o mundo com a sua música do gelo. Sigur Rós é a minha banda preferida, mas não é tão atual. Tenho ouvido desde 2014 um cantor chamado Ásgeir, que também é da Islândia e o considero incrível! Também sou um grande fã da música da Austrália e tenho como um dos meus favoritos, o cantor e compositor Lior, que inclusive tive o prazer de gravar uma canção dele no meu disco Dreamer, lançado em 2008.

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